sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Evangelho n'ativa!

Dia desses, voltando pra casa de ônibus, ouvi uma canção bastante tocada nesses últimos dias [sem o sentido escatológico, necessariamente]: “Faz um milagre em mim”. Uma linda canção! Já tinha ouvido falar que a música se encontrava nas paradas de sucesso da rádio NATIVA FM, uma estação bastante popular [bastante mesmo!] aqui no Rio. Portanto, sabia que a qualquer momento ouviria tal canção, enquanto voltasse pra casa. Motoristas de ônibus curtem NATIVA, reparou? Ainda assim, me “espantei” por ter ouvido tal música numa rádio não-evangélica...
["Entra na minha casa!"]

O cantor Regis Danone... Digo, Regis Danese é o intérprete da “canção-mania”. Talvez, por ter sido integrante do grupo [secular] Só Pra Contrariar, seja o motivo de toda repercussão. Outro cantor muito querido pelo povo [que o digam os vendedores da Uruguaiana!] é o irmão Lázaro, ex-Olodum. Como no parágrafo supracitado [sempre quis escrever isso...], ouvi a “música do Zaqueu”, enquanto voltava pra casa, sentado no ônibus 422 – Mauá; para meu “espanto”, a música que tocou a seguir não era da Cassiane, Lagoinha, Fernanda Brum, Hillsong... Isso porque se tratava de uma rádio não-evangélica, embora tivesse acabado de tocar uma música com letra cristã.

["Entra na minha vida!"]

Enquanto a música do Danette... Oops! Enquanto a música do Danese tocava, uma jovem que se encontrava num banco atrás de mim dizia: “Essa música é linda! Estou desviada do Evangelho... Sei que preciso voltar.” Essa frase chamou minha atenção. O Dan’up... Ou melhor, o Danese não é meu “cantor-evangélico-preferido”. Gostaria de ouvir o João Alexandre, Gerson Borges, Jorge Camargo e outros “monstros” da música evangélica [que muitos, infelizmente, desconhecem]! Intérpretes que, desde criança, aprendi a gostar! E você? Pense no seu grupo/cantor preferido. Não seria emocionante? Mas, quer saber? Não vou, nem quero ser papagaio e ficar repetindo o que muitos vêm dizendo por aí.

["Mexe com minha estrutura!"]

Espero que não seja o seu caso, mas se você – querido leitor – esperava que eu malhasse o Danese [acertei!] e/ou sua “canção-mania”, se enganou. É melhor parar por aqui ou continuar lendo pra tirar suas conclusões [sugiro a segunda opção]. Pois bem... Não acho que o fato da canção estar na boca do povo seja uma banalização do Evangelho ou coisa parecida. Quem disse que o Evangelho tem que ficar trancado numa biblioteca de monges, numa livraria para intelectuais, num templo para cristãos esclarecidos? Não leio isso na bíblia... Aliás, uma das primeiras conquistas da Reforma Protestante foi a popularização do Evangelho [por que a bíblia tão-somente para o clero? Por que o culto em latim? – indagava Lutero. Sabe-se que o tal monge não foi tão “salvador da pátria" assim... Mas este é um outro post. E quem sou eu pra falar do Lutero. O camarada deu a cara a tapa, não é mesmo?].

["Sara todas as feridas!"]

Não digo que a popularização de músicas evangélicas seja um indício de avivamento em nossa nação. De forma alguma! Na terra do tio Sam, bandas evangélicas são tocadas em rádios seculares; mesmo assim, os ianques necessitam de um revival! Por outro lado, não vejo motivo de tanto “não aguento mais!” por parte de alguns dos meus irmãos de fé, no que diz respeito a popularização da “música do Zaqueu”. Não sou “avivólogo”[permitam-me o neologismo, por favor], mas – repito – não creio estarmos diante de um avivamento, nem vejo razão para que façam careta quando temos um canção evangélica em rádio secular.

["Me ensina a ter santidade!"]

Recentemente, um amigo me disse algo interessante sobre o fim de festa [“saideira”] dos seus vizinhos: “Depois de toda bebedeira, Alexandre, eles se abraçaram e cantaram: ‘Entra na minha casa/ Entra na minha vida/ Mexe com minha estrutura/ Sara todas as feridas/ Me ensina a ter santidade/ Quero amar somente a Ti/ Porque o Senhor é o meu bem maior/ Faz um milagre em mim.’” Sem dúvida, é algo cômico: bêbados abraçados cantando música evangélica, sobretudo com uma letra dessas! Mas, por que não se emocionar diante de tal convite: “Faz um milagre em mim!”. Quem sabe, Deus cansou de ouvir nossas [falsas] declarações de amor e inclinou seus ouvidos para os “pinguços” que o louvam sinceramente? Não me arrisco a dizer que todos cantam da boca pra fora...

["Quero amar somente a Ti!"]

Dizemos que somos ecléticos, que “Deus vê o coração”... Nosso pé atrás em relação à artistas que se convertem, por exemplo, não podem se justificar porque elegemos a “rainha do rebolado” como uma falsa evangélica – aquela do “piri-piri-piri...”. Há conversões genuínas! É Deus quem sonda o coração e são os frutos que denunciam a qual árvore pertencem [no seu devido tempo]. Deu pra notar que não me preocupo em separar “cristãos” de “evangélicos”. Considero uma meninice essa divisão entre “evangélicos” e “cristãos”. Como se a tarefa de separar o joio do trigo [se fosse esse o caso...] competisse a nós – os “esclarecidos”! É como se o João Alexandre fizesse música para os “cristãos” [leia-se: os esclarecidos, intelectuais...] e o Danese fosse o cantor dos “evangélicos” [leia-se: a massa, os manipulados...]. Quanta arrogância, não? [tsc, tsc, tsc...] Um corpo dividido! Ah, quer saber? Não vejo a hora de ouvir os ex-pinguços cantarem: “Eu sou de Jesus! Eu sou de Jesus! Eu sou de Jesus!” [irmão Lázaro, “cantor popular”]. Por quê? “Porque todo mundo é pródigo!” [Gerson Borges, “cantor cult”].

["Porque o Senhor é o meu bem maior!"]

Repito: Prefiro João Alexandre e Cia, mas deixem o Danese cantar! Dessa forma, aprendamos com Paulo – apóstolo dos gentios – que, embora tenha sido aluno de Gamaliel, uniu muito bem [obrigado!] o “popular” ao “cult” [e vice-versa] de sua época.

["Faz um milagre em mim!"]

3 comentários:

Érico disse...

Muito bom Alexandre!!
Glória a Deus pelos nossos irmãos q estão lá em rádios, programas de tv não-cristãos (e etc...) deixando a Luz de Cristo brilhar aos 4 cantos da Terra!!

Como diz a Bíblia, nós somos os luminares do mundo... pq temos o habitando em nós o Sol da Justiça...

Abs,
Érico

Livia Fernanda disse...

Bem, Xandy, eu já opinei sobre este assunto hj no Rodo Grill né?
Acho que só cabe a Deus e não a nós julgar né?

Mas... Só p vc ver como a coisa anda, acabei de me lembrar da versão que um colega meu da Escola fez sexta passada. Quer ver?

"Entra na minha sala,
Entra na minha vida
Mexe com minha didática
Sara todas as feridas".

Acho que depois dessa, a discussão tomará outras caminhos, como por exemplo, a crise educacional do nosso país. kkkkkkkkk

Abçs e curto demais seu blog!

Ari disse...

concordo consigo, penso o mesmo, e lamento que estejamos perdendo grande chance de evangelizar a partir dessa musica.
abç